Crónica

“Sopas e doces”

             O dia começou cedo para quem estava encarregue da doçaria. Quem fez os doces, entregou-se de corpo e alma, com a maior dedicação, mas também preocupação, pois desejavam que o resultado fosse perfeito.

            À tarde, depois do almoço, começaram a chegar pessoas ao edifício da Junta de Freguesia da nossa bela aldeia. Pessoas essas que estavam dispostas a trabalhar, querendo, no final do exaustivo dia, ficar com aquela óptima sensação de missão cumprida.

            As mesas e cadeiras não iriam ficar encostadas à parede, portanto alguém teria de as colocar no devido lugar. Foi o que aconteceu. A vassoura logo começou a trabalhar, claro está, nas mãos de alguém. Na cozinha, algumas senhoras preparavam as sopas. As couves e as batatas já estavam nas suas mãos, que muito trabalharam nesse dia, sempre com muita dedicação e entrega.

            Era essencial verificar se nada faltava. As bebidas, os talheres, os pratos, os copos, o pão, os ingredientes para as diferentes sopas não podiam faltar. Os descuidos não eram permitidos, apesar de toda a gente saber que, nestes eventos, a perfeição total é uma meta para a qual se tem de trabalhar imenso.

            Vários carros chegavam, embora praticamente a conta-gotas. Alguns transportavam doces já confeccionados, batatas e outros alimentos para as sopas. Enfim, toda a logística necessária.

            Os pormenores iam sendo acertados a pouco e pouco. Enquanto isso, decorria um torneio de futsal no campo de futebol.

            As pessoas, principalmente os jogadores do torneio, começaram a dirigir-se ao balcão.

            Por volta das vinte horas e trinta minutos, quando a fome já se fazia sentir, muitas pessoas já se deliciavam com uma novidade nestes eventos: as sandes de panados. Diferentes sopas e doces já se encontravam em muitos tabuleiros (outro pormenor novo).

            Tal como em todas as outras actividades, a conversa entre amigos, familiares, ou até simples conhecidos predominava.

            O grupo de cantares das Mós fez a abertura do espectáculo da artista Liliana Gonçalves, uma jovem com origens Mosenses, da parte da sua mãe. A jovem cantora interpretou diversas músicas populares, que rapidamente levaram muitas pessoas a dançar, como já é habitual.

            A festa terminou pouco depois de cantar os parabéns a duas pessoas que festejavam mais um ano de vida e a um casal que festejava mais um ano de vida em comum, tendo havido a seguir mais uma música para finalizar.

            Este foi mais um evento realizado com a excelente qualidade a que a A.C.R. “As Mós” já nos habituou.           

Agosto de 2006

Ana Raquel Grifo (13 anos)

 

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